{"id":850,"date":"2019-10-16T19:49:53","date_gmt":"2019-10-16T22:49:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=850"},"modified":"2021-03-05T16:51:09","modified_gmt":"2021-03-05T19:51:09","slug":"segurada-de-plano-de-saude-deve-ser-indenizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/segurada-de-plano-de-saude-deve-ser-indenizada\/","title":{"rendered":"Segurada de plano de sa\u00fade deve ser indenizada"},"content":{"rendered":"<p>[img]http:\/\/www.tjmg.jus.br\/data\/files\/83\/07\/3D\/CA\/C92A6610F130DE56A04E08A8\/noticia-sala-de-cirurgia.jpg[\/img]<br \/>\nCirurgia n\u00e3o se realizou; alega\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade foi de que a guia havia expirado<\/p>\n<p>Operadora de plano de sa\u00fade e hospital dever\u00e3o indenizar uma paciente em R$ 10 mil pelos danos morais sofridos.  A paciente teve sua cirurgia para retirada de \u00fatero cancelada no dia anterior \u00e0 data prevista, sob o argumento de que a senha da guia havia expirado.  A decis\u00e3o \u00e9 da D\u00e9cima Quarta C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), reconhecendo a falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e o sofrimento suportado pela paciente.<\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, foi confirmada a tutela de urg\u00eancia, que determinou a realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia, independentemente de senha, sob pena de multa. J\u00e1 o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral foi julgado improcedente, motivando a paciente a recorrer da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>No recurso, a associada alegou que o cancelamento da cirurgia para a retirada do seu \u00fatero, agendada devido a ocorr\u00eancia de sangramento incessante, a menos de 12 horas da sua realiza\u00e7\u00e3o, causou-lhe ang\u00fastia, frustra\u00e7\u00e3o e sofrimento, que ultrapassam o mero dissabor cotidiano. J\u00e1 a operadora de plano de sa\u00fade pediu a manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Valdez Leite Machado, ressaltou que restou incontroversa a falha dos servi\u00e7os prestados pelas requeridas, as quais n\u00e3o possibilitaram a realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia que estava agendada para a retirada do \u00fatero da autora, diante do sangramento incessante que vinha sofrendo.<\/p>\n<p>O magistrado observou que, em se tratando de seguro ou plano de sa\u00fade, a contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com base no princ\u00edpio da boa-f\u00e9, ou seja, a parte contratante segurada espera que tenha pronto atendimento, juntamente com os seus benefici\u00e1rios, exatamente no momento que est\u00e1 mais fragilizada devido ao seu estado de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Lembrou que, quando a operadora do plano de sa\u00fade contrata, obriga-se a prestar toda a assist\u00eancia para o restabelecimento do segurado, recebendo a contrapartida, por vezes por largo per\u00edodo de tempo, sem nada despender com este.  Argumentou que a empresa de plano de sa\u00fade tem provis\u00e3o suficiente para arcar com as despesas m\u00e9dicas garantidas, de acordo com os riscos previstos e capital formado, n\u00e3o podendo, no momento de proceder \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o devida, criar dificuldades para se locupletar com a demora no cumprimento do contrato&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda em seu voto, o relator destacou que o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os hospitalares tamb\u00e9m deve seguir as diretrizes consumeristas, bem como o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 contratual, devendo o hospital ser responsabilizado no caso de a falha por ele praticada gerar danos ao paciente. Entendeu que a situa\u00e7\u00e3o vivenciada pela paciente ultrapassou o mero dissabor no trato das rela\u00e7\u00f5es sociais, importando em desrespeito ao princ\u00edpio da dignidade humana.<\/p>\n<p>Fonte: TJMG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cirurgia foi cancelada \u00e0s v\u00e9speras da data marcada<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[97,121,35,51,2],"tags":[266,267,122,103,48,3],"class_list":["post-850","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direito-civil","category-direito-criminal","category-direito-de-familia","category-direito-do-consumidor","category-direito-imobiliario","tag-advogado","tag-direito-civil","tag-direito-criminal","tag-direito-de-familia","tag-direito-do-consumidor","tag-direito-imobiliario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=850"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1551,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850\/revisions\/1551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}