{"id":839,"date":"2019-10-16T19:49:53","date_gmt":"2019-10-16T22:49:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=839"},"modified":"2021-03-05T16:51:07","modified_gmt":"2021-03-05T19:51:07","slug":"servidor-municipal-deve-ser-indenizado-por-dano-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/servidor-municipal-deve-ser-indenizado-por-dano-moral\/","title":{"rendered":"Servidor municipal deve ser indenizado por dano moral"},"content":{"rendered":"<p>Ass\u00e9dio de prefeito afastou profissional por dois anos; medida teria sido repres\u00e1lia pol\u00edtica<\/p>\n<p> [img]http:\/\/www.tjmg.jus.br\/data\/files\/26\/05\/53\/D0\/A7D76610F130DE56A04E08A8\/noticia01&#8211;vargem-bonica-mg.jpg[\/img]<br \/>\nVargem Bonita, onde ocorreu o caso, pertende \u00e0 comarca de S\u00e3o Roque de Minas, no sudoeste do Estado<\/p>\n<p>Um servidor p\u00fablico de Vargem Bonita que sofreu ass\u00e9dio moral do prefeito teve reconhecido seu direito de ser indenizado. Ele ficou sem trabalhar por dois anos e teve seu adicional de insalubridade suspenso. Ao fixar a repara\u00e7\u00e3o em R$10 mil, a 19\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) reformou decis\u00e3o da comarca de S\u00e3o Roque de Minas.<\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o munic\u00edpio foi condenado a pagar ao operador de m\u00e1quinas o valor referente ao adicional de insalubridade do m\u00eas de maio de 2009, inclusive os reflexos no 13\u00ba sal\u00e1rio, f\u00e9rias e um ter\u00e7o de f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Ele recorreu, solicitando, entre outros, o pagamento de horas extras, adicional de insalubridade, no per\u00edodo de maio de 2007 a dezembro de 2008, e em maio de 2009, indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais decorrentes de ass\u00e9dio moral e lucros cessantes relativos aos valores que deixou de ganhar, em raz\u00e3o do afastamento ilegal de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O servidor, efetivo desde 28 de maio de 1992, sustentou que trabalhava fora da sede do munic\u00edpio, pelo menos quatro vezes por semana, em jornada superior \u00e0 prevista em lei para o cargo que ocupava. Alegou tamb\u00e9m que, apesar de ter exercido fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a de 2005 a 2008, como encarregado do setor de urbanismo da cidade, n\u00e3o deixou de desempenhar tarefas de operador de m\u00e1quinas e fazia jus ao adicional de insalubridade no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ele argumentou que, por ter apoiado o candidato advers\u00e1rio, foi moralmente assediado pelo prefeito eleito, que o colocou em disponibilidade de 2009 a 2011 e suspendeu o pagamento de seu adicional de insalubridade. O servidor afirma que o fato causou-lhe depress\u00e3o e ang\u00fastia e comprometeu sua remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Vargem Bonita, por sua vez, pediu a restitui\u00e7\u00e3o dos valores recebidos pelo funcion\u00e1rio, a t\u00edtulo de adicional de insalubridade, de abril de 2005 a abril de 2007. Nesse per\u00edodo, ele ocupava a fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>O relator do recurso, desembargador Carlos Henrique Perp\u00e9tuo Braga, entendeu que o profissional n\u00e3o tinha direito a horas extras durante o per\u00edodo em que exerceu fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, porque, conforme estipulado em lei municipal, o cargo n\u00e3o prev\u00ea controle de jornada. Quanto ao tempo em que atuou apenas como operador de m\u00e1quinas, o desembargador considerou que o servidor n\u00e3o provou ter trabalhado al\u00e9m do determinado.<\/p>\n<p>O magistrado avaliou que o adicional de insalubridade era devido apenas durante o per\u00edodo em que ele exerceu efetivamente o cargo de operador de equipamentos, isto \u00e9, o m\u00eas de maio de 2009, quando o funcion\u00e1rio retornou ao cargo efetivo, mas teve o valor suprimido pelo munic\u00edpio porque estava de f\u00e9rias. O pedido de lucros cessantes tamb\u00e9m foi rejeitado.<\/p>\n<p>O relator reconheceu que houve ass\u00e9dio. \u201cA conduta do prefeito municipal, consistente em isolar o servidor das suas fun\u00e7\u00f5es, deixando-o ocioso, sem atribui\u00e7\u00f5es perante todos seus colegas, ofendeu, inquestionavelmente, a sua dignidade e a sua integridade ps\u00edquica, incutindo-lhe o sentimento de inutilidade e o exp\u00f4s \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o perante os demais servidores municipais. \u00c9 importante ressaltar, ainda, que o fato se tornou p\u00fablico no munic\u00edpio, associando o servidor a quest\u00f5es pol\u00edticas\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao adicional de insalubridade recebido enquanto exercia cargo de confian\u00e7a, o desembargador Carlos Henrique Perp\u00e9tuo Braga considerou que o valor foi recebido de boa-f\u00e9 e n\u00e3o deveria ser devolvido, conforme jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n<p>Os desembargadores Wagner Wilson Ferreira e Andr\u00e9 Leite Pra\u00e7a acompanharam o relator.<\/p>\n<p>Fonte: TJMG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ass\u00e9dio de prefeito afastou profissional por dois anos; medida teria sido repres\u00e1lia pol\u00edtica<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[97,121,35,51,2],"tags":[266,267,122,103,48,3],"class_list":["post-839","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direito-civil","category-direito-criminal","category-direito-de-familia","category-direito-do-consumidor","category-direito-imobiliario","tag-advogado","tag-direito-civil","tag-direito-criminal","tag-direito-de-familia","tag-direito-do-consumidor","tag-direito-imobiliario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=839"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/839\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1540,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/839\/revisions\/1540"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}