{"id":824,"date":"2018-04-10T00:00:00","date_gmt":"2018-04-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2018\/04\/10\/unimed-fortaleza-deve-pagar-r-15-mil-para-paciente-que-teve-procedimento-negado\/"},"modified":"2018-04-10T00:00:00","modified_gmt":"2018-04-10T03:00:00","slug":"unimed-fortaleza-deve-pagar-r-15-mil-para-paciente-que-teve-procedimento-negado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2018\/04\/10\/unimed-fortaleza-deve-pagar-r-15-mil-para-paciente-que-teve-procedimento-negado\/","title":{"rendered":"Unimed Fortaleza deve pagar R$ 15 mil para paciente que teve procedimento negado"},"content":{"rendered":"<p>[img]https:\/\/www.tjce.jus.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/MARTELO003-770&#215;370.jpg[\/img] <\/p>\n<p>A Unimed de Fortaleza Cooperativa de Trabalho M\u00e9dico foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 15 mil para dona de casa que teve procedimento negado indevidamente. A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Ana Raquel Colares dos Santos, titular da 26\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Fortaleza.<\/p>\n<p>Consta nos autos (0197775-56.2015.8.06.0001) que a dona de casa sentiu fortes dores no peito e foi levada \u00e0 emerg\u00eancia do Hospital S\u00e3o Mateus, em Fortaleza, sendo internada com urg\u00eancia em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ap\u00f3s realiza\u00e7\u00e3o de exames, foi constatado que a paciente necessitava de um cardiodesfibrilador implant\u00e1vel. Ocorre que, mesmo depois da solicita\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, a Unimed negou a disponibiliza\u00e7\u00e3o do aparelho e o procedimento para implant\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Diante da negativa, ela ingressou com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a no dia 8 de outubro de 2015, com pedido de tutela antecipada, para que o plano realizasse o procedimento conforme solicita\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. A tutela pretendida foi concedida no dia 9 de outubro de 2015.<\/p>\n<p>Na contesta\u00e7\u00e3o, a operadora de sa\u00fade sustentou que n\u00e3o negou o tratamento por livre iniciativa, mas por seguir os termos contratuais e a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, informando ainda que cumpriu a liminar deferida integralmente. Defendeu que o contrato firmado n\u00e3o prev\u00ea presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de forma irrestrita, excluindo servi\u00e7os n\u00e3o dispon\u00edveis na \u00e1rea geogr\u00e1fica, bem como os n\u00e3o previstos no rol de procedimentos da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar, sendo l\u00edcito estabelecer limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao analisar o caso, a magistrada afirmou que \u201cno contrato entabulado n\u00e3o se verifica cl\u00e1usula que exclua expressamente o tratamento postulado, com o que o inadimplemento contratual n\u00e3o tem raz\u00e3o de ser, como tamb\u00e9m n\u00e3o se afigura l\u00edcito \u00e0 demandada avocar-se no direito de determinar qual seria a terap\u00eautica mais adequada ao caso concreto, contrapondo-se frontalmente ao parecer do especialista, porquanto carecedora de compet\u00eancia t\u00e9cnica e autoriza\u00e7\u00e3o contratual para tanto\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m considerou que, \u201cn\u00e3o h\u00e1 que se falar, no caso, em mero descumprimento contratual, uma vez que a omiss\u00e3o por parte do plano de sa\u00fade, sem d\u00favida, vulnerou \u00e0 honra e dignidade da autora, pois a negativa de cobertura contratual e os diversos embara\u00e7os apontados pelo plano para a realiza\u00e7\u00e3o do procedimento, geraram ang\u00fastia e sofrimento \u00e0quela, em momento de evidente vulnerabilidade, quando poderia vir a falecer a qualquer momento, conforme se pode constatar da documenta\u00e7\u00e3o que instrui a inicial\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: TJCE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Unimed de Fortaleza Cooperativa de Trabalho M\u00e9dico foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 15 mil para dona de casa que teve procedimento negado indevidamente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-824","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/824\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}