{"id":634,"date":"2019-10-16T19:49:29","date_gmt":"2019-10-16T22:49:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=634"},"modified":"2021-03-05T16:57:23","modified_gmt":"2021-03-05T19:57:23","slug":"homem-e-indenizado-por-ter-ficado-detido-alem-do-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/homem-e-indenizado-por-ter-ficado-detido-alem-do-prazo\/","title":{"rendered":"Homem \u00e9 indenizado por ter ficado detido al\u00e9m do prazo"},"content":{"rendered":"<p>Pelos danos morais, ele receber\u00e1 R$5 mil<\/p>\n<p>Um homem que ficou detido por 45 dias al\u00e9m do tempo estipulado deve ser indenizado em R$5 mil, por danos morais, pelo Estado de Minas Gerais. A decis\u00e3o da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve senten\u00e7a da Vara \u00danica de Monte Alegre de Minas.<\/p>\n<p>No processo, consta que o homem foi condenado a dois meses de deten\u00e7\u00e3o e cumpriu integralmente a pena. O alvar\u00e1 de soltura foi expedido em 1\u00ba de mar\u00e7o de 2013 na Comarca de Monte Alegre de Minas, localizada no Tri\u00e2ngulo mineiro, e recebido por carta precat\u00f3ria no mesmo dia na Comarca de Ituiutaba. Contudo, a ordem s\u00f3 foi acatada em 24 de abril do mesmo ano, o que gerou, indevidamente, 45 dias de restri\u00e7\u00e3o de liberdade.<\/p>\n<p>Por causa da falha, o homem requereu na Justi\u00e7a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>O Estado de Minas Gerais alegou n\u00e3o ter obriga\u00e7\u00e3o de indenizar, uma vez que o ato il\u00edcito foi causado por terceiros.<\/p>\n<p>O juiz Cl\u00f3vis Silva Neto considerou que o Estado responde pela conduta de seus agentes, conforme o artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988: \u201cAs pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico e as de direito privado prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos responder\u00e3o pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros\u201d.<\/p>\n<p>Para o magistrado, o fato feriu visivelmente o direito \u00e0 liberdade do autor, constitucionalmente garantido a ele. \u201cOs agentes estatais incorrem em lastim\u00e1vel erro no cumprimento do alvar\u00e1 de soltura, que deveria ter se dado em 24 horas e somente ocorreu ap\u00f3s 45 dias\u201d, afirmou. O juiz acrescentou ainda a jurisprud\u00eancia do TJMG quanto ao tema, que considera \u201ca pris\u00e3o indevida causa de indubit\u00e1vel constrangimento e ang\u00fastia, a caracterizar dano moral\u201d.<\/p>\n<p>Considerando procedente o pedido, o magistrado condenou o Estado de Minas Gerais a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$5 mil.<\/p>\n<p>As partes recorreram da decis\u00e3o. O autor da a\u00e7\u00e3o requereu o aumento da indeniza\u00e7\u00e3o e o estado manteve a alega\u00e7\u00e3o de ilegitimidade passiva, isto \u00e9, a aus\u00eancia de responsabilidade pelo ocorrido.<\/p>\n<p>\u201cA ilegalidade da pris\u00e3o ap\u00f3s a data em que o apenado deveria ter sido posto em liberdade enseja indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, notadamente porque n\u00e3o foram poucos dias no c\u00e1rcere sem motivo, mas 45, quase o mesmo tempo que lhe fora imposto como pena\u201d, proferiu o relator do recurso, desembargador Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n<p>O magistrado manteve o valor de R$5 mil, considerando o car\u00e1ter punitivo e pedag\u00f3gico da medida, bem como a repara\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa lesada devido \u00e0 \u201csitua\u00e7\u00e3o dolorosa, aflitiva e constrangedora que vivenciou\u201d.<\/p>\n<p>Os desembargadores Marcelo Rodrigues e Raimundo Messias J\u00fanior votaram de acordo com o relator.<\/p>\n<p>FONTE:TJMG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelos danos morais, ele receber\u00e1 R$5 mil<\/p>\n<p>Um homem que ficou detido por 45 dias al\u00e9m do tempo estipulado deve ser indenizado em R$5 mil, por danos morais, pelo Estado de Minas Gerais. A decis\u00e3o da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve senten\u00e7a da Vara \u00danica de Monte Alegre de Minas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[97,121,35,51,2],"tags":[266,267,122,103,48,3],"class_list":["post-634","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direito-civil","category-direito-criminal","category-direito-de-familia","category-direito-do-consumidor","category-direito-imobiliario","tag-advogado","tag-direito-civil","tag-direito-criminal","tag-direito-de-familia","tag-direito-do-consumidor","tag-direito-imobiliario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/634","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=634"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/634\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1679,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/634\/revisions\/1679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}