{"id":56,"date":"2019-10-16T19:48:31","date_gmt":"2019-10-16T22:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=56"},"modified":"2019-10-16T19:48:31","modified_gmt":"2019-10-16T22:48:31","slug":"turma-reconhece-estabilidade-de-gestante-em-contrato-de-experiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/turma-reconhece-estabilidade-de-gestante-em-contrato-de-experiencia\/","title":{"rendered":"Turma reconhece estabilidade de gestante em contrato de experi\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>[b]Turma reconhece estabilidade de gestante em contrato de experi\u00eancia[\/b] <\/p>\n<p>A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de uma trabalhadora gestante a receber sal\u00e1rios e demais direitos correspondentes ao per\u00edodo de estabilidade, mesmo em se tratando de contrato de experi\u00eancia. A Turma seguiu o voto do relator, Ministro Walmir Oliveira da Costa, no sentido de que o direito independe da modalidade do contrato de trabalho, e que o item III da S\u00famula n\u00ba 244 do TST, que exclui a estabilidade nos contratos de experi\u00eancia, est\u00e1 superado pela jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n<p>O pedido formulado pela gestante em reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada contra a empregadora, Turqueza Tecidos e Vestu\u00e1rios Ltda., foi inicialmente indeferido em primeiro e segundo graus. O Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o (GO), ao manter a senten\u00e7a contr\u00e1ria \u00e0 pretens\u00e3o da trabalhadora, entendeu que o direito da gestante ao emprego, previsto no art. 10, inciso II, al\u00ednea b do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT), n\u00e3o abrangeria os contratos firmados sob a modalidade de experi\u00eancia. &#8220;\u00c9 que os contratos de experi\u00eancia t\u00eam sua extin\u00e7\u00e3o com o advento do termo final ou da condi\u00e7\u00e3o resolutiva&#8221;, assinalou o Regional. &#8220;A extin\u00e7\u00e3o do contrato em face do seu t\u00e9rmino n\u00e3o constitui dispensa arbitr\u00e1ria ou sem justa causa&#8221;.<\/p>\n<p>Ao recorrer ao TST, a empregada sustentou que o \u00fanico crit\u00e9rio previsto para a estabilidade provis\u00f3ria \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez durante o contrato. Uma vez constatada essa condi\u00e7\u00e3o, a gestante tem assegurado o emprego at\u00e9 cinco meses ap\u00f3s o parto.<\/p>\n<p>O Ministro Walmir Oliveira a Costa acolheu a argumenta\u00e7\u00e3o. &#8220;A garantia visa, em \u00faltima an\u00e1lise, \u00e0 tutela do nascituro&#8221;, assinalou. Em seu voto, o relator lembrou que o ADCT veda a dispensa arbitr\u00e1ria ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 cinco meses depois do parto, sem distin\u00e7\u00e3o entre o contrato a prazo determinado, como o de experi\u00eancia, ou sem dura\u00e7\u00e3o de prazo.<\/p>\n<p>&#8220;O \u00fanico pressuposto do direito \u00e0 estabilidade (e \u00e0 sua convers\u00e3o em indeniza\u00e7\u00e3o, caso ultrapassado o per\u00edodo de garantia do emprego) \u00e9 a empregada encontrar-se gr\u00e1vida no momento da rescis\u00e3o contratual, fato incontroverso no caso&#8221;, afirmou. &#8220;Nesse cen\u00e1rio, \u00e9 for\u00e7oso reconhecer que o item III da S\u00famula n\u00ba 244 n\u00e3o \u00e9 impedimento para o reconhecimento da estabilidade, sendo irrelevante se o contrato fora celebrado sob a modalidade de experi\u00eancia, que poder\u00e1 ser transformado em prazo indeterminado&#8221;.<\/p>\n<p>Para o Ministro Walmir Oliveira da Costa, o entendimento desse item da S\u00famula n\u00ba 244 encontra-se superado pela atual jurisprud\u00eancia do STF, no sentido de que as gestantes, inclusive as contratadas a t\u00edtulo prec\u00e1rio, independentemente do regime de trabalho, t\u00eam direito \u00e0 licen\u00e7a maternidade de 120 dias e \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria desde a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 cinco meses ap\u00f3s o parto. &#8220;Da\u00ed se deflui, portanto, que a decis\u00e3o do TRT-GO divergiu da orienta\u00e7\u00e3o da Suprema Corte, \u00e0 qual incumbe a interpreta\u00e7\u00e3o final da Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>Por unanimidade, a Primeira Turma deu provimento ao recurso da gestante e condenou a empregadora a pagar os sal\u00e1rios e demais direitos correspondentes ao per\u00edodo de estabilidade, com juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Processo: RR n\u00ba 107\/20.2011.5.18.0006<\/p>\n<p>Fonte: TST<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-56","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}