{"id":531,"date":"2019-10-16T19:49:17","date_gmt":"2019-10-16T22:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=531"},"modified":"2021-03-05T16:57:48","modified_gmt":"2021-03-05T19:57:48","slug":"informacao-equivocada-sobre-morte-de-segurado-gera-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/informacao-equivocada-sobre-morte-de-segurado-gera-indenizacao\/","title":{"rendered":"Informa\u00e7\u00e3o equivocada sobre morte de segurado gera indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o da 2\u00aa Vara C\u00edvel de Mau\u00e1 condenou uma empresa de assist\u00eancia m\u00e9dica internacional a pagar R$ 120 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por informar erroneamente a morte cerebral de um segurado aos seus familiares.<\/p>\n<p>        A assist\u00eancia foi acionada ap\u00f3s salto de paraquedas mal sucedido, realizado nos Estados Unidos. Os parentes do segurado relataram que, al\u00e9m de negligenciar informa\u00e7\u00f5es sobre seu estado de sa\u00fade, a empresa passou a reponsabilidade dos tr\u00e2mites com interna\u00e7\u00e3o e medicamentos para uma firma terceirizada. Al\u00e9m disso, foi encaminhado um e-mail aos familiares que afirmava a ocorr\u00eancia de morte cerebral do rapaz, requerendo delibera\u00e7\u00e3o sobre eventual doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os. Eles receberam a not\u00edcia quando viajavam para o local da interna\u00e7\u00e3o, durante uma conex\u00e3o, e s\u00f3 descobriram que a informa\u00e7\u00e3o era inver\u00eddica ao chegarem no hospital, embora o estado de sa\u00fade do acidentado ainda fosse grave.<\/p>\n<p>        A companhia alegou que a not\u00edcia equivocada da morte cerebral foi prestada pela empresa terceirizada, sendo ela mera estipulante do contrato de seguro.<\/p>\n<p>        Em sua decis\u00e3o, o juiz Thiago Elias Massad explicou que nos autos n\u00e3o h\u00e1 nenhuma prova que permita transferir a responsabilidade assumida pela r\u00e9 \u00e0 empresa terceirizada e que houve falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, o que n\u00e3o se pode admitir em uma rela\u00e7\u00e3o de consumo. Condenou a requerida ao pagamento de R$ 30 mil reais para cada autor (pais e dois irm\u00e3os do segurando), totalizando R$ 120 mil. \u201cEvidente a atua\u00e7\u00e3o culposa da r\u00e9, ao deixar de prestar as informa\u00e7\u00f5es aos autores acerca do estado de sa\u00fade de seu parente que havia sofrido grave acidente de paraquedas em solo estrangeiro e, ainda, noticiar sua morte cerebral de forma equivocada, solicitando que deliberassem acerca de doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os, quando morte alguma havia ocorrido\u201d.<\/p>\n<p>        Cabe recurso da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>        Processo n\u00ba 4000606-32.2013.8.26.0348<\/p>\n<p>        Comunica\u00e7\u00e3o Social TJSP \u2013 AG (texto) \/ AC (foto ilustrativa)<br \/>\n        imprensatj@tjsp.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o da 2\u00aa Vara C\u00edvel de Mau\u00e1 condenou uma empresa de assist\u00eancia m\u00e9dica internacional a pagar R$ 120 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por informar erroneamente a morte cerebral de um segurado aos seus familiares.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[97,121,35,51,2],"tags":[266,267,122,103,48,3],"class_list":["post-531","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direito-civil","category-direito-criminal","category-direito-de-familia","category-direito-do-consumidor","category-direito-imobiliario","tag-advogado","tag-direito-civil","tag-direito-criminal","tag-direito-de-familia","tag-direito-do-consumidor","tag-direito-imobiliario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=531"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/531\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1747,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/531\/revisions\/1747"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}