{"id":516,"date":"2015-02-12T00:00:00","date_gmt":"2015-02-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2015\/02\/12\/7a-turma-cobranca-reiterada-de-metas-nao-e-assedio-moral\/"},"modified":"2015-02-12T00:00:00","modified_gmt":"2015-02-12T03:00:00","slug":"7a-turma-cobranca-reiterada-de-metas-nao-e-assedio-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2015\/02\/12\/7a-turma-cobranca-reiterada-de-metas-nao-e-assedio-moral\/","title":{"rendered":"7\u00aa Turma: cobran\u00e7a reiterada de metas n\u00e3o \u00e9 ass\u00e9dio moral"},"content":{"rendered":"<p>Uma vendedora teve o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais negado na decis\u00e3o da primeira inst\u00e2ncia, e apresentou recurso ao TRT da 2\u00aa Regi\u00e3o, para tentar reverter a decis\u00e3o. O caso est\u00e1 relacionado a cobran\u00e7a de atingimento de metas e resultados.<\/p>\n<p>O argumento apresentado pela trabalhadora foi que ela era submetida a humilha\u00e7\u00e3o p\u00fablica e que a reclamada (empresa) adotava uma pol\u00edtica de vendas de terror. Segundo a reclamante, a loja amea\u00e7ava os funcion\u00e1rios que n\u00e3o cumpriam as metas estabelecidas, exigia carga intensa de trabalho e fazia compara\u00e7\u00f5es entre os vendedores.<\/p>\n<p>A 7\u00aa Turma do TRT-2, por\u00e9m, observou que a empregada n\u00e3o apresentou provas de que a sua dignidade fora afetada. E entendeu que n\u00e3o ficou configurada hip\u00f3tese de ass\u00e9dio por cobran\u00e7as supostamente excessivas, amea\u00e7as ou outras atitudes cuja pr\u00e1tica e reitera\u00e7\u00e3o pudessem caracterizar o dano cogitado pela autora.<\/p>\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o, relatado pelo desembargador Luiz Antonio Moreira Vidigal, ressaltou que dano moral \u00e9 a dor \u201ccapaz de desestruturar o equil\u00edbrio ps\u00edquico-emocional do ofendido\u201d. O documento apontou que n\u00e3o cabe ao Ju\u00edzo supor ou quantificar os estragos que poderiam ter sido causados \u00e0 reclamante, mas que a sujei\u00e7\u00e3o a cobran\u00e7as pelo atingimento de metas \u00e9 algo inerente \u00e0 maioria das atividades profissionais e particularmente mais sens\u00edvel \u00e0quelas relacionadas com vendas.<\/p>\n<p>Os magistrados declararam que, \u201cainda que haja cobran\u00e7as ostensivas e reiteradas, inclusive por meio da divulga\u00e7\u00e3o de ranking entre vendedores, s\u00f3 se pode cogitar de dano ou ass\u00e9dio quando a prova n\u00e3o deixa d\u00favidas acerca do car\u00e1ter abusivo, reiterado, ofensivo e\/ou excessivo em seus m\u00e9todos, ou por meio de inadequada publicidade de resultados cujos comparativos denotem exposi\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria. N\u00e3o se compreende como dano moral a cobran\u00e7a, ainda que reiterada, pelo alcance de objetivos indistintamente atribu\u00eddos, em igualdade de condi\u00e7\u00f5es, aos membros de uma mesma equipe\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa an\u00e1lise, a 7\u00aa Turma rejeitou o recurso da vendedora e negou o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>(Proc. 00013460420145020005 \u2013 Ac. 20150692522)<\/p>\n<p>FONTE: TRT SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma vendedora teve o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais negado na decis\u00e3o da primeira inst\u00e2ncia, e apresentou recurso ao TRT da 2\u00aa Regi\u00e3o, para tentar reverter a decis\u00e3o. O caso est\u00e1 relacionado a cobran\u00e7a de atingimento de metas e resultados.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=516"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/516\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}