{"id":460,"date":"2019-10-16T19:49:11","date_gmt":"2019-10-16T22:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=460"},"modified":"2021-03-05T16:58:04","modified_gmt":"2021-03-05T19:58:04","slug":"direito-a-intervalo-na-digitacao-depende-de-condicoes-laborais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/direito-a-intervalo-na-digitacao-depende-de-condicoes-laborais\/","title":{"rendered":"DIREITO A INTERVALO NA DIGITA\u00c7\u00c3O DEPENDE DE CONDI\u00c7\u00d5ES LABORAIS"},"content":{"rendered":"<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRT\/RJ) negou provimento ao recurso ordin\u00e1rio interposto por uma empregada do Bradesco S.A. que argumentava fazer jus ao intervalo de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados por atividades de digita\u00e7\u00e3o. Os desembargadores consideraram que a banc\u00e1ria n\u00e3o comprovou realizar atividades exclusivas de digita\u00e7\u00e3o ou permanentes de mecanografia (datilografia, escritura\u00e7\u00e3o ou c\u00e1lculo), conforme previsto na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), para ter direito ao pleito.<\/p>\n<p>Na inicial, a trabalhadora, que exercia a fun\u00e7\u00e3o de chefe de servi\u00e7os, alegou que passava toda a jornada digitando ou utilizando uma calculadora. Dessa forma, realizava movimentos e esfor\u00e7os repetitivos. O Bradesco S.A., por sua vez, sustentou que a empregada nunca foi digitadora e jamais exerceu as fun\u00e7\u00f5es de caixa ou atividades de mecanografia, datilografia e c\u00e1lculos de forma constante ou ininterrupta. A empregadora argumentou, ainda, que as fun\u00e7\u00f5es da profissional eram de chefia e controle de tarefas dos seus subordinados, sendo suas atividades diversificadas.<\/p>\n<p>O caso foi julgado no primeiro grau pela ju\u00edza do Trabalho Raquel Pereira de Farias Moreira, na 30\u00aa VT da Capital. A magistrada entendeu ser improcedente o pedido. De acordo com a senten\u00e7a por ela proferida, a empregada n\u00e3o se enquadrava nas hip\u00f3teses previstas no item 17.6.4 da NR-17 do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego ou do artigo 72 da CLT, que disp\u00f5em sobre as condi\u00e7\u00f5es laborais da atividade de processamento de dados. A banc\u00e1ria recorreu da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>No segundo grau, a relatora do ac\u00f3rd\u00e3o, a ju\u00edza convocada Claudia Regina Vianna Marques Barrozo, observou que a pr\u00f3pria empregada admitiu n\u00e3o exercer de forma cont\u00ednua e exclusiva a atividade de digita\u00e7\u00e3o. Em um dos seus depoimentos, a trabalhadora relatou que, &#8220;como chefe de servi\u00e7os, fazia digitaliza\u00e7\u00e3o, confer\u00eancia de documentos e cheques, enviava e-mails para as ag\u00eancias e somava cheques utilizando a m\u00e1quina de calcular&#8221;.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, a relatora concluiu que a empregada n\u00e3o fazia jus ao intervalo pretendido &#8220;por n\u00e3o provado que sua atividade se restringia \u00e0 inser\u00e7\u00e3o de dados em sistema de computador&#8221;. A 8\u00aa Turma do TRT\/RJ seguiu o voto por unanimidade.<\/p>\n<p>Nas decis\u00f5es proferidas pela Justi\u00e7a do Trabalho, s\u00e3o admiss\u00edveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT.<\/p>\n<p>FONTE: TRT\/RJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRT\/RJ) negou provimento ao recurso ordin\u00e1rio interposto por uma empregada do Bradesco S.A. que argumentava fazer jus ao intervalo de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados por atividades de digita\u00e7\u00e3o. Os desembargadores consideraram que a banc\u00e1ria n\u00e3o comprovou realizar atividades exclusivas de digita\u00e7\u00e3o ou permanentes de mecanografia (datilografia, escritura\u00e7\u00e3o ou c\u00e1lculo), conforme previsto na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), para ter direito ao pleito.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[97,121,35,51,2],"tags":[266,267,122,103,48,3],"class_list":["post-460","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direito-civil","category-direito-criminal","category-direito-de-familia","category-direito-do-consumidor","category-direito-imobiliario","tag-advogado","tag-direito-civil","tag-direito-criminal","tag-direito-de-familia","tag-direito-do-consumidor","tag-direito-imobiliario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=460"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1775,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460\/revisions\/1775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}