{"id":43,"date":"2011-03-12T00:00:00","date_gmt":"2011-03-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2011\/03\/12\/fornecimento-pelo-estado-de-medicamento-nao-registrado-pela-anvisa-tem-repercussao-geral\/"},"modified":"2021-03-05T16:15:58","modified_gmt":"2021-03-05T19:15:58","slug":"fornecimento-pelo-estado-de-medicamento-nao-registrado-pela-anvisa-tem-repercussao-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2011\/03\/12\/fornecimento-pelo-estado-de-medicamento-nao-registrado-pela-anvisa-tem-repercussao-geral\/","title":{"rendered":"Fornecimento pelo Estado de medicamento n\u00e3o registrado pela Anvisa tem repercuss\u00e3o geral"},"content":{"rendered":"<p>Sexta-feira, 02 de dezembro de 2011<\/p>\n<p>Fornecimento pelo Estado de medicamento n\u00e3o registrado pela Anvisa tem repercuss\u00e3o geral<\/p>\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que mat\u00e9ria constitucional contida no Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 657718 apresenta repercuss\u00e3o geral. O tema contido nos autos diz respeito \u00e0 possibilidade de o Estado ser obrigado a fornecer medicamento sem registro na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). A decis\u00e3o ocorreu, por unanimidade, em vota\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio Virtual da Corte.<\/p>\n<p>No RE, a recorrente alega ofensa aos artigos 1\u00ba, inciso III; 6\u00ba; 23, inciso II; 196; 198, inciso II e par\u00e1grafo 2\u00ba; 204, todos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Sustenta que \u00e9 dever do Estado garantir o direito \u00e0 sa\u00fade, mostrando ser descabida situa\u00e7\u00e3o em que um portador de doen\u00e7a grave n\u00e3o disponha do tratamento compat\u00edvel.<\/p>\n<p>A autora assevera que o argumento de falta de previs\u00e3o do rem\u00e9dio na lista do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) n\u00e3o encontra guarida, tendo em vista a responsabilidade do ente federativo. Ressalta, ainda, que a veda\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o e de uso de medicamento \u00e9 distinta da aus\u00eancia de registro na Anvisa. Tamb\u00e9m afirma que a aplica\u00e7\u00e3o da chamada teoria da reserva do poss\u00edvel n\u00e3o exime o administrador de cumprir com as obriga\u00e7\u00f5es que constam da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Assim, a recorrente solicita, ao final, a concess\u00e3o de tutela antecipada em virtude do estado de sa\u00fade prec\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao analisar o caso, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais (TJ-MG) entendeu que, apesar de o direito \u00e0 sa\u00fade estar previsto nos artigos 6\u00ba e 196 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o se pode obrigar o Estado a fornecer medicamento sem registro na Anvisa, sob pena de vir a praticar aut\u00eantico descaminho. O TJ ressaltou a inexist\u00eancia de direito absoluto e, tendo em vista a preval\u00eancia do interesse coletivo, bem como dos princ\u00edpios do artigo 37 da CF, \u201ca compet\u00eancia do administrador p\u00fablico para gerir de maneira proba e razo\u00e1vel os recursos dispon\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 repercuss\u00e3o geral, a recorrente salienta a relev\u00e2ncia econ\u00f4mica e social da quest\u00e3o. Afirma que a import\u00e2ncia da mat\u00e9ria requer que o Supremo examine o tema do direito fundamental \u00e0 sa\u00fade quando h\u00e1 necessidade de fornecer medicamento imprescind\u00edvel ao bem-estar e \u00e0 vida de um cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00e3o do relator<\/p>\n<p>De acordo com o relator, ministro Marco Aur\u00e9lio, \u201co tema \u00e9 da maior import\u00e2ncia para a sociedade em geral no que, de in\u00edcio, cumpre ao Estado assegurar a observ\u00e2ncia do direito \u00e0 sa\u00fade, procedendo \u00e0 entrega do medicamento\u201d. Ele lembrou que o TJ-MG se pronunciou no sentido de que, em se tratando de rem\u00e9dio n\u00e3o registrado na Anvisa n\u00e3o h\u00e1 obrigatoriedade de o Estado o custear. \u201cAo Supremo cabe a \u00faltima palavra sobre a mat\u00e9ria, ante os preceitos dos artigos 6\u00ba e 196 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, ressaltou o relator do RE.<\/p>\n<p>EC\/AD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-43","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1446,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions\/1446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}