{"id":378,"date":"2019-10-16T19:49:03","date_gmt":"2019-10-16T22:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=378"},"modified":"2019-10-16T19:49:03","modified_gmt":"2019-10-16T22:49:03","slug":"7a-turma-acionista-nao-controlador-nao-pode-ser-responsabilizado-por-atos-de-gestao-do-acionista-majoritario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/7a-turma-acionista-nao-controlador-nao-pode-ser-responsabilizado-por-atos-de-gestao-do-acionista-majoritario\/","title":{"rendered":"7\u00aa Turma: acionista n\u00e3o controlador n\u00e3o pode ser responsabilizado por atos de gest\u00e3o do acionista majorit\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Em a\u00e7\u00e3o movida por um ex-funcion\u00e1rio da Via\u00e7\u00e3o A\u00e9rea S\u00e3o Paulo S\/A (Vasp) contra a companhia, a Fazenda P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo foi inclu\u00edda no polo passivo, como correpons\u00e1vel pelos d\u00e9bitos trabalhistas que deveriam ser pagos ao reclamante. A Fazenda P\u00fablica apresentou, ent\u00e3o, agravo de peti\u00e7\u00e3o, questionando a responsabilidade do Estado, que \u00e9 acionista minorit\u00e1rio da Vasp.<\/p>\n<p>A Fazenda P\u00fablica alegou que em 1990 houve transfer\u00eancia do controle acion\u00e1rio da companhia a\u00e9rea, do Estado de S\u00e3o Paulo para a Voe Canhedo S\/A, do empres\u00e1rio Wagner Canhedo. O governo estadual deixou de ter poderes na gest\u00e3o da VASP e influ\u00eancia nos rumos da empresa, j\u00e1 que ficou com participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria no capital social.<\/p>\n<p>A 7\u00aa Turma esclareceu que a teoria da desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica permite incluir no polo passivo das execu\u00e7\u00f5es os s\u00f3cios de sociedades por cotas de responsabilidade limitada. Sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e0s execu\u00e7\u00f5es em face de sociedades an\u00f4nimas, no entanto, s\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel com a observ\u00e2ncia das disposi\u00e7\u00f5es legais que tratam da responsabilidade dos administradores desta esp\u00e9cie de sociedade.<\/p>\n<p>Segundo o ac\u00f3rd\u00e3o, redigido pelo desembargador Luiz Ant\u00f4nio Moreira Vidigal, a Lei n\u00ba. 6.404\/1976 prev\u00ea a responsabiliza\u00e7\u00e3o apenas do acionista controlador, do administrador e dos membros do Conselho Fiscal, que det\u00eam poderes de mando e de ger\u00eancia na sociedade. Os documentos juntados n\u00e3o comprovam que a Fazenda Estadual estivesse investida de tais poderes, figurando como mera acionista.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa an\u00e1lise, a 7\u00aa Turma do TRT da 2\u00aa Regi\u00e3o entendeu que seria \u201cexerc\u00edcio de abstra\u00e7\u00e3o imputar \u00e0 agravante responsabilidade pelos eventuais atos de m\u00e1-gest\u00e3o que culminaram no atual estado em que se encontra a executada principal\u201d. Assim, deu provimento ao agravo de peti\u00e7\u00e3o, para excluir da execu\u00e7\u00e3o a Fazenda P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo, por n\u00e3o ser respons\u00e1vel pelos cr\u00e9ditos constantes do t\u00edtulo executivo judicial.<\/p>\n<p>(Proc. 0030000-97.2003.5.02.0033 \u2013 Ac. 20150313742)<\/p>\n<p>FONTE: TRTSP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em a\u00e7\u00e3o movida por um ex-funcion\u00e1rio da Via\u00e7\u00e3o A\u00e9rea S\u00e3o Paulo S\/A (Vasp) contra a companhia, a Fazenda P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo foi inclu\u00edda no polo passivo, como correpons\u00e1vel pelos d\u00e9bitos trabalhistas que deveriam ser pagos ao reclamante. 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