{"id":350,"date":"2015-02-06T00:00:00","date_gmt":"2015-02-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2015\/02\/06\/tribunal-condena-homem-que-provocou-acidente-em-iuna\/"},"modified":"2015-02-06T00:00:00","modified_gmt":"2015-02-06T03:00:00","slug":"tribunal-condena-homem-que-provocou-acidente-em-iuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2015\/02\/06\/tribunal-condena-homem-que-provocou-acidente-em-iuna\/","title":{"rendered":"Tribunal condena homem que provocou acidente em I\u00fana"},"content":{"rendered":"<p>A 2\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Esp\u00edrito Santo (TJES) condenou por homic\u00eddio culposo e les\u00e3o corporal culposa um homem que, sem carteira de habilita\u00e7\u00e3o, parou um ve\u00edculo na pista de rolamento, em I\u00fana, provocando acidente que levou a \u00f3bito uma das duas v\u00edtimas. O homem teria parado o ve\u00edculo, \u00e0 noite, sem sinalizar o local, al\u00e9m de n\u00e3o ter prestado socorro \u00e0 v\u00edtima sobrevivente.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o un\u00e2nime, publicada no Di\u00e1rio da Justi\u00e7a Eletr\u00f4nico (e-di\u00e1rio) desta segunda-feira, 1\u00ba, foi proferida no julgamento da Apela\u00e7\u00e3o Criminal n\u00ba 0001668-79.2007.8.08.0028. O homem foi condenado a tr\u00eas anos, um m\u00eas e dez dias de deten\u00e7\u00e3o em regime inicialmente aberto e, ainda, \u00e0 suspens\u00e3o de se obter a permiss\u00e3o ou a habilita\u00e7\u00e3o para dirigir ve\u00edculo automotor pelo prazo de quatro meses e 20 dias.<\/p>\n<p>A pena privativa de liberdade foi substitu\u00edda por duas penas restritivas de direitos, consistentes em duas presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, em entidades a serem definidas pelo Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o, com dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos, um m\u00eas e dez dias.<\/p>\n<p>O acidente ocorreu no dia 14 de julho de 2001, por volta das 22 horas, na Rodovia ES-185, Barra Grande, no munic\u00edpio de I\u00fana. Segundo os autos, o r\u00e9u teria parado sua picape em rodovia sem acostamento, deixando parte do ve\u00edculo na pista de rolamento.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com os autos, a atitude do r\u00e9u teria provocado acidente automobil\u00edstico, tendo uma motocicleta se chocado com o pneu traseiro do ve\u00edculo. O homem que conduzia a moto faleceu na hora. J\u00e1 o que estava na garupa sofreu les\u00f5es corporais ao ser arremessado da motocicleta. Tamb\u00e9m segundo os autos, sem prestar socorro \u00e0 v\u00edtima, o r\u00e9u teria ido embora do local, mesmo sem o pneu traseiro.<\/p>\n<p>Em sua defesa, o r\u00e9u alegou ter parado o ve\u00edculo na pista de rolamento para ajudar o condutor de um Fusca que estava com problemas mec\u00e2nicos \u00e0s margens da rodovia. Por\u00e9m, para o relator da Apela\u00e7\u00e3o Criminal, desembargador S\u00e9rgio Luiz Teixeira Gama, o r\u00e9u agiu com imprud\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201dOptando o recorrido por estacionar o seu ve\u00edculo na pista de rolamento para oferecer ajuda a terceiros, a primeira provid\u00eancia a ser tomada seria sinalizar a estrada, acionando o pisca alerta e utilizando o tri\u00e2ngulo de sinaliza\u00e7\u00e3o para evitar qualquer acidente, e n\u00e3o, simplesmente, parar o ve\u00edculo num local onde, sequer, havia acostamento definido, fato que fez com que parte do ve\u00edculo ficasse sobre a pista de rolamento\u201d, frisa o relator em seu voto.<\/p>\n<p>O desembargador S\u00e9rgio Gama destaca ainda que o r\u00e9u, \u201cao parar seu ve\u00edculo num local sem acostamento definido, deixando-o parcialmente sobre a pista de rolamento, e sem providenciar qualquer tipo de sinaliza\u00e7\u00e3o, agiu com absoluta omiss\u00e3o de cautela, aten\u00e7\u00e3o ou dilig\u00eancia comum exig\u00edvel de todos os seres humanos normais, fato que configura a inobserv\u00e2ncia de um dever objetivo de cuidado, sob as modalidades imprud\u00eancia e neglig\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNeste particular, n\u00e3o procede a alega\u00e7\u00e3o de que &#8216;quem bate na traseira de outro ve\u00edculo \u00e9 sempre o culpado&#8217;, pois \u00e9 evidente que, ao parar o ve\u00edculo na pista de rolamento, \u00e0 noite, com as luzes apagadas e sem qualquer sinaliza\u00e7\u00e3o, deixando, inclusive, parte do ve\u00edculo sobre a rodovia, o agente propiciou a colis\u00e3o na traseira\u201d, conclui o relator, sendo acompanhado, em decis\u00e3o un\u00e2nime, pelos demais membros do Colegiado.<\/p>\n<p>Vit\u00f3ria, 1\u00ba de junho de 2015<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Imprensa:<\/p>\n<p>Assessoria de Imprensa e Comunica\u00e7\u00e3o Social do TJES<br \/>\nTexto: Nat\u00e1lia Bongiovani &#8211; nfbongiovani@tjes.jus.br<br \/>\nTels.: 3334-2261 \/ 3334-2262<\/p>\n<p>Andr\u00e9a Resende<br \/>\nAssessora de Comunica\u00e7\u00e3o do TJES<br \/>\nTel.: (27) 3334-2261<br \/>\nimprensa@tjes.jus.br<br \/>\nwww.tjes.jus.br<\/p>\n<p>FONTE: TJES<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Esp\u00edrito Santo (TJES) condenou por homic\u00eddio culposo e les\u00e3o corporal culposa um homem que, sem carteira de habilita\u00e7\u00e3o, parou um ve\u00edculo na pista de rolamento, em I\u00fana, provocando acidente que levou a \u00f3bito uma das duas v\u00edtimas. O homem teria parado o ve\u00edculo, \u00e0 noite, sem sinalizar o local, al\u00e9m de n\u00e3o ter prestado socorro \u00e0 v\u00edtima sobrevivente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/350\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}