{"id":31,"date":"2019-10-16T19:48:27","date_gmt":"2019-10-16T22:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=31"},"modified":"2019-10-16T19:48:27","modified_gmt":"2019-10-16T22:48:27","slug":"decisao-cef-deve-devolver-prestacoes-pagas-por-imovel-leiloado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/decisao-cef-deve-devolver-prestacoes-pagas-por-imovel-leiloado\/","title":{"rendered":"DECIS\u00c3O: CEF deve devolver presta\u00e7\u00f5es pagas por im\u00f3vel leiloado."},"content":{"rendered":"<p>DECIS\u00c3O: CEF deve devolver presta\u00e7\u00f5es pagas por im\u00f3vel leiloado <\/p>\n<p>A Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF) deve devolver os valores pagos por ex-compradores de im\u00f3vel leiloado em execu\u00e7\u00e3o extrajudicial. Eles queriam a restitui\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, mas, como isso n\u00e3o era poss\u00edvel, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) considerou correta a convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em indeniza\u00e7\u00e3o por perdas e danos. <\/p>\n<p>Com esse entendimento, a Turma negou recurso especial da CEF contra decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4), que manteve a senten\u00e7a que condenou a institui\u00e7\u00e3o a restituir os valores pagos em contrato de financiamento habitacional. A CEF alegou no STJ que esse julgamento seria extra petita, uma vez que os autores da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pediram a devolu\u00e7\u00e3o dos valores pagos. <\/p>\n<p>A ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, afirmou que, quando o pedido espec\u00edfico \u00e9 imposs\u00edvel de ser atendido, aplica-se a regra do artigo 461, par\u00e1grafo primeiro, do C\u00f3digo de Processo Civil, que autoriza a convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos. <\/p>\n<p>No caso analisado, os ex-compradores do im\u00f3vel ajuizaram a\u00e7\u00e3o de anula\u00e7\u00e3o de escritura p\u00fablica de compra e venda cumulada com a\u00e7\u00e3o reivindicat\u00f3ria de posse e indenizat\u00f3ria de danos materiais e morais. Como o im\u00f3vel j\u00e1 havia sido regularmente vendido a outra compradora de boa-f\u00e9, esta n\u00e3o poderia ser atingida pela anula\u00e7\u00e3o da arremata\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Nesses casos, de acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ, resta aos autores prejudicados o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pelo valor gasto no pagamento do im\u00f3vel. <\/p>\n<p>Ato jur\u00eddico perfeito<\/p>\n<p>Depois de pagar as presta\u00e7\u00f5es de financiamento habitacional por sete anos, os ex-compradores ajuizaram a\u00e7\u00e3o revisional do contrato e a\u00e7\u00e3o de consigna\u00e7\u00e3o em pagamento. As a\u00e7\u00f5es foram extintas sem julgamento de m\u00e9rito porque a CEF adjudicou o im\u00f3vel em execu\u00e7\u00e3o extrajudicial. O bem, posteriormente, foi transferido para outra pessoa, que firmou novo contrato de compra e venda com a CEF. <\/p>\n<p>Os ex-compradores ajuizaram a\u00e7\u00e3o pedindo a anula\u00e7\u00e3o do contrato entre a CEF e a nova compradora, anula\u00e7\u00e3o do registro do im\u00f3vel, reintegra\u00e7\u00e3o na posse do bem e retomada do financiamento. Contudo, como o novo contrato de compra e venda do im\u00f3vel ocorreu ap\u00f3s a adjudica\u00e7\u00e3o e antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de anula\u00e7\u00e3o da arremata\u00e7\u00e3o (julgada procedente), o neg\u00f3cio realizado com a nova compradora \u00e9 ato jur\u00eddico perfeito, que n\u00e3o pode ser desfeito. <\/p>\n<p>Para a ministra Nancy Andrighi, a anula\u00e7\u00e3o da arremata\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o judicial, por meio da qual a CEF havia adjudicado o im\u00f3vel, n\u00e3o atinge a rela\u00e7\u00e3o de direito real constitu\u00edda em favor do terceiro de boa-f\u00e9. Isto porque, quando firmado o contrato, n\u00e3o havia empecilho algum para realiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico ou ind\u00edcios que permitissem \u00e0 compradora vislumbrar a exist\u00eancia de v\u00edcios no neg\u00f3cio. <\/p>\n<p>Publicado originalmente no sie do STJ pela Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}