{"id":2325,"date":"2023-06-02T11:28:01","date_gmt":"2023-06-02T14:28:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=2325"},"modified":"2023-06-02T11:28:02","modified_gmt":"2023-06-02T14:28:02","slug":"justica-condena-haras-por-morte-de-cavalo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2023\/06\/02\/justica-condena-haras-por-morte-de-cavalo\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena haras por morte de cavalo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2326\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1.png 1000w, https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1-300x200.png 300w, https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1-768x512.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><em>Estabelecimento responder\u00e1 por neglig\u00eancia no atendimento ao animal<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve senten\u00e7a da comarca de Arax\u00e1 que condenou um haras e centro de treinamento a indenizar o propriet\u00e1rio de um cavalo hospedado no local para adestra\u00e7\u00e3o que morreu no estabelecimento. Ele dever\u00e1 receber R$ 22,803,07 pelos danos materiais e R$ 10 mil por danos morais. A decis\u00e3o \u00e9 definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O dono do animal ajuizou a\u00e7\u00e3o em maio de 2020, sob o argumento de que houve neglig\u00eancia dos funcion\u00e1rios do haras. Segundo o propriet\u00e1rio, em 16 de dezembro de 2019, ele adquiriu um cavalo da ra\u00e7a Mangalarga Marchador e o levou ao centro de treinamento para ser adestrado e treinado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro do ano seguinte, segundo o processo, o administrador de empresas recebeu um telefonema de um funcion\u00e1rio do estabelecimento informando-lhe que o cavalo, h\u00e1 uma semana, apresentava sintomas de desconforto abdominal, tendo sido ministrado ao animal um anti-inflamat\u00f3rio, mas o quadro continuou sem melhora.<\/p>\n\n\n\n<p>O dono foi at\u00e9 o local e indagou ao funcion\u00e1rio por que n\u00e3o havia sido chamado um veterin\u00e1rio, mas este declarou que o haras n\u00e3o contava com profissional do tipo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. O administrador contratou um veterin\u00e1rio que detectou que o animal tinha que ser submetido a uma cirurgia, mas o equino acabou morrendo durante o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o processo, o&nbsp;haras tentou se defender alegando que o propriet\u00e1rio do animal n\u00e3o tinha legitimidade para reivindicar o valor que gastou em sua aquisi\u00e7\u00e3o, pois a transa\u00e7\u00e3o foi feita atrav\u00e9s de uma pessoa jur\u00eddica. Al\u00e9m disso, o estabelecimento alegou que o administrador n\u00e3o sofreu danos morais, apenas desgastes habituais do cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1\u00aa Inst\u00e2ncia, o juiz Jos\u00e9 Aparecido Fausto de Oliveira, da 2\u00aa Vara C\u00edvel de Arax\u00e1, condenou o centro de treinamento. De acordo com o magistrado, testemunhas afirmaram que o comportamento do animal de ficar deitado em decorr\u00eancia de c\u00f3licas n\u00e3o foi informado ao dono.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o processo, um especialista consultado disse que o procedimento t\u00e9cnico correto a ser adotado no caso \u00e9 chamar um veterin\u00e1rio. Para o juiz, ficaram evidenciadas a neglig\u00eancia e a imper\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>O haras recorreu. O relator, S\u00e9rgio Andr\u00e9 da Fonseca Xavier, manteve a decis\u00e3o. Ele entendeu que o funcion\u00e1rio foi negligente ao optar por medicar o animal por conta pr\u00f3pria. Al\u00e9m disso, o magistrado destacou que o propriet\u00e1rio verificou que o centro de treinamento n\u00e3o estava devidamente cadastrado no Instituto Mineiro de Agropecu\u00e1ria (IMA).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, os transtornos suportados \u201cextrapolam o mero dissabor e aborrecimento, devendo ser satisfatoriamente indenizados\u201d. Os desembargadores Habib Felippe Jabour e Marcelo de Oliveira Milagres votaram de acordo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diretoria Executiva de Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 Dircom<br>Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais \u2013 TJMG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estabelecimento responder\u00e1 por neglig\u00eancia no atendimento ao animal. A 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve senten\u00e7a da comarca de Arax\u00e1 que condenou um haras e centro de treinamento a indenizar o propriet\u00e1rio de um cavalo hospedado no local para adestra\u00e7\u00e3o que morreu no estabelecimento. 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