{"id":1900,"date":"2022-01-04T16:58:04","date_gmt":"2022-01-04T19:58:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=1900"},"modified":"2022-01-04T16:58:05","modified_gmt":"2022-01-04T19:58:05","slug":"condominio-indenizara-prestador-de-servicos-que-teve-carro-revistado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2022\/01\/04\/condominio-indenizara-prestador-de-servicos-que-teve-carro-revistado\/","title":{"rendered":"Condom\u00ednio indenizar\u00e1 prestador de servi\u00e7os que teve carro revistado"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Pessoa Jur\u00eddica de direito privado n\u00e3o possui poder de pol\u00edcia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/35.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1383\" width=\"264\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/35.jpg 561w, https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/35-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 264px) 100vw, 264px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A 6\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo condenou associa\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rios de um condom\u00ednio em Piracicaba por revista ilegal de ve\u00edculo pertencente a homem que prestava servi\u00e7os no local. O valor da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi fixado em R$ 5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0Segundo os autos, o autor da a\u00e7\u00e3o foi contratado para realizar servi\u00e7os de reforma e pintura. No segundo dia de trabalho, no entanto, sua entrada foi barrada e seu carro revistado ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de antecedentes criminais. No Regimento Interno do condom\u00ednio havia norma proibindo a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas sem refer\u00eancia ou com maus antecedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0De acordo com o relator da apela\u00e7\u00e3o, desembargador Rodolfo Pellizari, n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade na entrada de pessoas com antecedentes criminais, pois \u201cestaria se criando precedente indevido, no sentido de que o Estado poderia obrigar o propriet\u00e1rio a receber, em seu im\u00f3vel, qualquer pessoa que seja, o que n\u00e3o se mostra em conson\u00e2ncia com o ordenamento jur\u00eddico, devendo o julgador primar por n\u00e3o desvirtuar tal normativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A revista, no entanto, foi considerada ilegal j\u00e1 que seria \u201cato de autoridade, decorrente do poder de pol\u00edcia da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, jamais podendo ser efetuada por um particular que n\u00e3o detenha tal poder\u201d. \u201cCaso o condom\u00ednio apenas tivesse barrado a entrada do autor, n\u00e3o restaria configurado qualquer il\u00edcito por que estaria atuando em seu pleno direito de propriedade, escolhendo a seu bel prazer quem pode l\u00e1 adentrar. Todavia, no caso concreto o ingresso foi inicialmente permitido e, com isso, na sa\u00edda, foi realizada revista no carro em que se encontrava o prestador de servi\u00e7o, o que configura evidente ato ilegal\u201d, escreveu o magistrado<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u201cDeste modo, considerando que a revista veicular indevida causou grandes dissabores e embara\u00e7os ao autor em seu ambiente laboral, tendo este inclusive deixado de prestar o servi\u00e7o nos dias seguintes que havia sido contratado (rememore-se que a obra durou cerca de 60 dias), entendo que deve ser indenizado em R$ 5 mil, valor suficiente para compensar seus danos \u00e0 esfera moral e, ao mesmo tempo, penalizar a parte demandada\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Tamb\u00e9m participaram do julgamento as desembargadoras Ana Maria Baldy e Ana Zomer. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba\u00a0<a href=\"https:\/\/esaj.tjsp.jus.br\/cposg\/search.do;jsessionid=BDF489127C22306350EEE2C0EEE1B32A.cposg4?conversationId=&amp;paginaConsulta=0&amp;cbPesquisa=NUMPROC&amp;numeroDigitoAnoUnificado=1004835-58.2019&amp;foroNumeroUnificado=0451&amp;dePesquisaNuUnificado=1004835-58.2019.8.26.0451&amp;dePesquisaNuUnificado=UNIFICADO&amp;dePesquisa=&amp;tipoNuProcesso=UNIFICADO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">1004835-58.2019.8.26.0451<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Comunica\u00e7\u00e3o Social TJSP \u2013 AE (texto) \/ Internet (foto)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0imprensatj@tjsp.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo os autos, o autor da a\u00e7\u00e3o foi contratado para realizar servi\u00e7os de reforma e pintura. 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