{"id":1284,"date":"2020-08-20T15:19:19","date_gmt":"2020-08-20T18:19:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=1284"},"modified":"2021-03-05T16:44:33","modified_gmt":"2021-03-05T19:44:33","slug":"universidade-indeniza-aluna-que-nao-recebeu-diploma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2020\/08\/20\/universidade-indeniza-aluna-que-nao-recebeu-diploma\/","title":{"rendered":"Universidade indeniza aluna que n\u00e3o recebeu diploma"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1285\" width=\"338\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/15.jpg 594w, https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/15-300x196.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><figcaption>Estudante da Funda\u00e7\u00e3o Universidade de Tocantins, de acordo com a Justi\u00e7a, falhou na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ao negar diploma a aluna.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><em>Institui\u00e7\u00e3o alegou irregularidades mas, para a Justi\u00e7a, houve falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Universidade de Tocantins dever\u00e1&nbsp;pagar&nbsp;indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 10 mil ap\u00f3s ter se negado a entregar o diploma para uma aluna. Em fun\u00e7\u00e3o da negativa, a estudante que cursava Servi\u00e7o Social no campus de Jo\u00e3o Pinheiro, regi\u00e3o Noroeste de Minas Gerais, tamb\u00e9m foi impedida de concluir a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em que estava matriculada. A decis\u00e3o da 16\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais modificou parcialmente a senten\u00e7a da comarca de Jo\u00e3o Pinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a estudante, ela cumpriu todos os requisitos necess\u00e1rios para concluir sua gradua\u00e7\u00e3o, tendo inclusive sido escolhida como oradora da turma na solenidade de formatura. A institui\u00e7\u00e3o, no entanto, teria se negado a expedir seu diploma sob o argumento de que existiam pend\u00eancias em sua matr\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<p>A aluna&nbsp;disse que tentou solucionar o problema diversas vezes, mas n\u00e3o teve sucesso. Em fun\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia do diploma ela tamb\u00e9m foi impedida de concluir o curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no qual havia se matriculado.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, ela pediu que a institui\u00e7\u00e3o fosse condenada a expedir o seu diploma e tamb\u00e9m ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, lucros cessantes e perda de uma chance.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a da 2\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Jo\u00e3o Pinheiro atendeu parcialmente os pedidos da estudante. A decis\u00e3o determinou que a universidade entregue o diploma e os demais documentos relativos \u00e0 conclus\u00e3o do curso, mas previu apenas indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas partes recorreram. Em seus argumentos, a defesa da Funda\u00e7\u00e3o Universidade do Tocantins alegou que n\u00e3o existem provas de que a institui\u00e7\u00e3o praticou ato il\u00edcito. Disse ainda que a estudante estava desvinculada do curso, por n\u00e3o ter renovado sua matr\u00edcula, e que ela havia sido reprovada em 13 disciplinas, mas n\u00e3o regularizou sua situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante, por sua vez, pediu que o valor da indeniza\u00e7\u00e3o fosse majorado para R$ 15 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, desembargador Ramom T\u00e1cio, a aluna comprovou que cumpriu todos os requisitos acad\u00eamicos exigidos para que conclu\u00edsse o curso de servi\u00e7o social. O magistrado destacou ainda uma declara\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o na qual consta que a estudante estava matriculada no 7\u00ba per\u00edodo e que ela havia sido aprovada em todas as mat\u00e9rias do semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, o relator entendeu que a universidade deve, al\u00e9m de entregar o diploma, indenizar a aluna por danos morais, uma vez que falhou na presta\u00e7\u00e3o de seus servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista as particularidades do caso, o relator entendeu que o valor fixado em primeira inst\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 suficiente. Para compensar a consumidora pelos transtornos causados, a quantia foi majorada para R$ 10 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram de acordo com o relator os desembargadores Marcos Henrique Caldeira Brant e Ot\u00e1vio de Abreu Portes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional \u2013 Ascom | Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais \u2013 TJMG<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00e3o alegou irregularidades mas, para a Justi\u00e7a, houve falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. A Funda\u00e7\u00e3o Universidade de Tocantins dever\u00e1&nbsp;pagar&nbsp;indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 10 mil ap\u00f3s ter se negado a entregar o diploma para uma aluna. 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