{"id":125,"date":"2019-10-16T19:48:37","date_gmt":"2019-10-16T22:48:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/?p=125"},"modified":"2019-10-16T19:48:37","modified_gmt":"2019-10-16T22:48:37","slug":"tjsp-condena-empresa-por-venda-casada-de-biscoito-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/2019\/10\/16\/tjsp-condena-empresa-por-venda-casada-de-biscoito-infantil\/","title":{"rendered":"TJSP condena empresa por venda casada de biscoito infantil"},"content":{"rendered":"<p>[b] TJSP condena empresa por venda casada de biscoito infantil[\/b]  [br] <\/p>\n<p> [img]http:\/\/www.abn.adv.br\/img\/publicidadeenganosa.jpg[\/img]<br \/>\n[br]<\/p>\n<p>       Um fabricante de alimentos foi condenado pela 7\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 300 mil pela veicula\u00e7\u00e3o de campanha publicit\u00e1ria, direcionada a crian\u00e7as, em desacordo com as normas que regulamentam a atividade.<\/p>\n<p>        O ac\u00f3rd\u00e3o atendeu pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que havia ingressado com a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em primeira inst\u00e2ncia contra a empresa. Na ocasi\u00e3o, por\u00e9m, a demanda foi julgada improcedente.<\/p>\n<p>        A Procuradoria relatou que a r\u00e9 lan\u00e7ou campanha dos biscoitos da linha \u201cGulosos\u201d em que se poderia adquirir um rel\u00f3gio pela compra de cinco produtos mais R$ 5. Tal venda casada n\u00e3o \u00e9 permitida pelo C\u00f3digo Brasileiro de Autorregulamenta\u00e7\u00e3o Publicit\u00e1ria e estimula crian\u00e7as que ainda nem sabem ler as horas a adquirirem mais de um rel\u00f3gio. O objetivo da apela\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer com que a companhia fa\u00e7a suas campanhas de marketing de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o competente.<\/p>\n<p>        Para o desembargador Ramon Mateo J\u00fanior, a pe\u00e7a publicit\u00e1ria, de fato, fere algumas regras, como a de n\u00e3o praticar a venda casada. \u201cEssa pr\u00e1tica \u00e9 vedada pelo ordenamento jur\u00eddico brasileiro. O consumidor n\u00e3o pode ser obrigado a adquirir um produto que n\u00e3o deseja. Considerando-se essa situa\u00e7\u00e3o, a publicidade induzia as crian\u00e7as a quererem os produtos da linha \u2018Gulosos\u2019 para poderem obter os rel\u00f3gios. Havendo 4 tipos de rel\u00f3gios \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, seriam 20 produtos adquiridos\u201d, afirmou o relator em seu voto.<\/p>\n<p>        \u201cAl\u00e9m disso\u201d, continuou adiante, \u201co fato de uma crian\u00e7a n\u00e3o ter os rel\u00f3gios pode coloc\u00e1-la em situa\u00e7\u00e3o de inferioridade perante outras tantas que possuam a cole\u00e7\u00e3o. A ingenuidade e a inexperi\u00eancia das crian\u00e7as as tornam, muitas vezes, insens\u00edveis, at\u00e9 cru\u00e9is com aqueles que s\u00e3o diferentes. A publicidade, ent\u00e3o, pode ferir a al\u00ednea \u2018d\u2019 do artigo 37 [do Conar]\u201d, disse. \u201cEsse tipo de campanha publicit\u00e1ria, embora comumente utilizada, deve ser considerada abusiva e n\u00e3o normal. \u00c9 preciso mudar a mentalidade de que aquilo que \u00e9 corriqueiro \u00e9 normal. N\u00e3o \u00e9 bem assim.\u201d<\/p>\n<p>        Al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos difusos produzidos, a empresa n\u00e3o poder\u00e1 mais condicionar a aquisi\u00e7\u00e3o de um bem ou servi\u00e7o \u00e0 compra de alguns de seus produtos nem promover campanha de publicidade a crian\u00e7as sem observ\u00e2ncia das regras pr\u00f3prias, sob pena de multa de R$ 50 mil.<\/p>\n<p>        A decis\u00e3o foi un\u00e2nime. Integraram a turma julgadora tamb\u00e9m os desembargadores Miguel Brandi e Luiz Antonio Costa.<\/p>\n<p>        Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 0342384-90.2009.8.26.0000<br \/>\n        Comunica\u00e7\u00e3o Social TJSP \u2013 MR (texto) \/ GD (foto)<\/p>\n<p>        imprensatj@tjsp.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-125","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abn.adv.br\/noticiasjuridicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}